Filho(a)
Olá querido(a), voltei a Ijuí, neste momento, tua mãe está em um computador digitando seus trabalhos e teu pai em outro, preparando as aulas do fim de semana... eis que surge um desejo intenso de pé de moleque ou rapadura, pelo menos há altenativas e com certeza eu conseguirei facinho facinho rapadura ou pé de moleque a esta hora em Ijuí, com 5 graus celsius. Porque estes desejos não são de algo que tenha em casa? Outra coisa, o desejo é auto-operacionalizável, tua mãe que ligar pras lojas de conveniência, estaria disposta ela a ir pegar o pé de moleque no posto de combustível... Vai variando o pedido, poderia ser cri-cri, ameaças de estômago torcido, tontura, e a pior de todas as ameaças, o filho vai ter cara de rapadura, fico imaginando como seria, yupiiiiii,topou umas bolachas de amendoim, que foram compradas há muito tempo e pareciam não ter utilidade. Filho(a), tu não imagina a cara da tua mãe, agarrada no pacote, ufa, salva a pátria, me ofereceu algumas, mas curiosamente eu ainda não tive desejos, mas tu mãe já avisa: Vai dormir feliz e que quer a tua avó Talita providencie pé de moleque, faz planos de ir a Santa Bárbara pegar (a sorte que a sogra mora a 70Km, poderiam ser 700..), uma,duas, três, quatro até agora, ô bolacha boa essa.
Sou acusado de rir por não sentir o que tua mãe sente, que é uma idéia fixa,justificativas para esse intenso desejo, que ela trocaria por cem reais (bom aí eu sairia atrás das bolachas, cem é demais..). Sou convidado a parar de registrar esse desejo intenso, mais ou menos como o Ahmadinejar fez com os Iranianos, as bolachas são bem crocantes, eu deveria experimentar, ahahahaha.
Esse foi o registro mais engraçado até agora, foi AO VIVO, enquanto acontecia: VOU VIRAR CANDIDATO AO PREMIO ESSO DE JORNALISMO, ahahaha.
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